Publicado por: Verena Meneghelli | fevereiro 11, 2009

Linha do tempo – o homem e seu poder de destruição

O Universo em um ano

1 de Janeiro: Big Bang!
1 de Março: nascimento da Via Láctea.
1 de Agosto: nascimento do Sistema Solar.
1 de Setembro: aparecimento da vida (unicelular) na Terra.
1 de Novembro: aparecimento da vida multicelular.
15 de Dezembro: Big Bang Biológico. A Explosão Câmbrica deu origem à diversidade de vida que vemos atualmente.
18 de Dezembro: aparecimento das primeiras plantas.
21 de Dezembro: os primeiros insetos começam a dominar o mundo.
24 de Dezembro: aparecimento dos dinossauros.
25 de Dezembro: aparecimento dos mamíferos.
27 de Dezembro: aparecimento dos pássaros.
29 de Dezembro: um asteróide arrasa com o domínio dos dinossauros.
31 de Dezembro – 10 da manhã: aparecimento dos macacos.
31 de Dezembro – 21 horas: aparecimento dos hominídeos.
31 de Dezembro – 23h54m: aparecimento do homem moderno.
31 de Dezembro – 23h59m45s: invenção da escrita.
31 de Dezembro – 23h59m50s: as pirâmides são construídas no Egipto.
31 de Dezembro – 23h59m54s: nascimento de Cristo.
31 de Dezembro – 23h59m58s: Cruzadas!
31 de Dezembro – 23h59m59s: Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil! Renascimento!

Publicado por: Verena Meneghelli | janeiro 30, 2009

Meus dias em uma grande empresa de comunicação

Fazia tempo que eu não me sentia tão inútil, nem me deparava com tanta burocracia…

Nunca ouvi tanto se falar em contenção de despesas… DEUS Ô LIVRE!!!

Descobri que quanto maior a empresa, menor a satisfação… ahhahahhaha

Antes eu fazia meu papel cumpria minhas metas, fazia um bom relacionamento com clientes, prospectava e pronto. Salário e Comissão na mão! Aqui, você faz a venda, passa 50.000 fax, três e-mails e depois liga para confirmar se todos receberam seus devidos fax, documentos e e-mails… Parece que nem no Outlook dá pra confiar…

Aí te sobram 20 minutos do dia para bater uma meta da altura do Everest.

LOUCURA!!!

Depois do trabalho, tem futebol com o pessoal do escritório, churrasco com a galera da sucursal, balada patrocinada pela empresa…

Na minha mesa, um telefone e o meu computador… Sim o meu (aquele que compramos trabalhando em pequenas empresas), aqui, cada um que se comunique com suas ferramentas… Cheguei a cogitar um pombo correio, ele deve ser mais rápido que o malote que faz escala ali e acolá até chegar aqui. Logo desisti da idéia… Vai que ele acasale no caminho, e se a pensão alimentícia venha diluída do valor liquido do meu salário… DEUS Ô LIVRE!!!

Bom, de tudo uma coisa boa… descobri que aqui não é o meu lugar! E que nem todos os benefícios do mundo mudam o que eu acho do reclame do “Plim-Plim”.

E assim ficou a minha história por aqui, um mês de trabalho ou de falta de trabalho, treinamentos, cursos de segurança do trabalho, de TI, de ética….

O mais engraçado é que em uma empresa com milhares de funcionários, com milhões de reais em faturamento mensal, parece que as pessoas apenas se deixam levar pela estabilidade e status…

E a empresa se deixa levar pelo poder…

E eu me deixo levar por aí

Publicado por: Verena Meneghelli | março 21, 2008

Cadarço

Andava destraido por aí, quando tropessou no cadarço… bateu a cabeça no meio fio e morreu.

Publicado por: Verena Meneghelli | março 21, 2008

Reordenando a paz mundial

A Nova Ordem

(Ou não)

Reordenando a paz mundial, no dia 30 de fevereiro, artistas de rua se uniram a filósofos nômades e pagãos e saíram às ruas da capital de Djibuti para protestar.

Nus, munidos de textos, tintas e instrumentos musicais fizeram barulho, pessoas saíram às ruas intrigados com a situação, e sentiram-se tão à vontade que tiraram as vestimentas, pegaram suas melhores panelas e tudo que pudesse agregar forças ao movimento e se uniram. Tudo tinha um tom surrealista, de sonho, mas com tanto barulho seria difícil qualquer um estar dormindo. Realmente as pessoas acordaram, finalmente as pessoas acordaram. Despertaram de uma noite escura e demorada.

Seguiram por bairros nobres e passando por estes surpreendentemente notaram que a burguesia estava cansada de ler colunas sociais e de ter, ter por ter, ter de tudo, ter por nada, e resolvera ser, ser alguma coisa, ser em si, ser um ser em si, ser humano, tomar corpo de algo e não manter mais a plástica podre estética perplexa e infeliz da tão almejada beleza quadrada.

A polícia amedrontada, atacou. Fizeram barricadas nas ruas próximas às instituições de poder, usaram balas de festim, gás-lacrimogêneo, mas tudo parecia em vão. Sem mais o que fazer, sacaram as armas e do meio do exercito ouviu-se um grito, e era a voz do general que dizia: “Eu abdico do poder, da instituição, do exército e da pátria. Deixo minha farda aqui e vou pra vida”. A voz envelhecida e rouca do general soou em tom de desabafo, como um jovem que acabou de descobrir o anti-poder da mudança em suas mão.

Alguns soldados esbravejaram, outros pararam para pensar, os outros começaram a despir-se e o acompanharam. Cada vez mais pelados aderiam a causa, que não sabiam muito bem qual era, mas aderiam, aos poucos a massa ia tomando uma forma coletiva, os atos se seguiam em tom de desabafo, como se estivessem tirando a casca da laranja, chegando à essência, ácido momento estavam vivendo, mas com um gosto de vitória, já ali, mesmo que acabasse assim, mesmo que tudo congelasse e o tempo parasse, a vitória não cessaria, pois sabiam que o tempo parou porque a história chegou no limite, porque chegaram à liberdade.

Agora o exercito estava nu, o barulho não era de tiros mas soava como uma festa, as barricadas, à quem passava por ali, dava a impressão de grandes fogueiras.

Os jornais do mundo inteiro se dirigiam para Djibuti, em pouco tempo os jornalistas também estavam nus, estes munidos de câmeras fotográficas e filmadoras, documentavam o acontecimento.

Os clicks fizeram parte da grande orquestra, aqueles que relatavam por escrito o grande dia, preferiram estar perto dos filósofos e assim o fato de mais inteira veracidade ganhou fundamentação teórica.

TVs do mundo inteiro transmitiam ao vivo aquelas imagens, helicópteros sobrevoavam a cidade, as lideranças mundiais pensavam em mandar as forças armadas para aquela capital. Reuniões de cúpulas por todos os continentes, civis começavam a dirigir-se para as ruas para seguir o exemplo e movimentar, e a minoria taxada de louca, virou maioria.

Foi naquele dia que o louco virou são, a polícia, bandido, e o capital tornou-se o fraco. O artista foi à rua e amou, poetas passaram a ser respeitados, ouvidos, cantandos e reinventados. A liberdade virou lei! Sem que houvesse lei para isto.

Publicado por: Verena Meneghelli | fevereiro 9, 2008

Procura-se

Godofredo

Publicado por: Verena Meneghelli | novembro 4, 2007

Vinte dias…

Rayara Lua

Quinze horas depois de arrancarem minha filha de dentro de mim, liberam-me para um banho e uma “visita” à Rayara. Entrei no chuveiro, lavei a cabeça sob olhares, no mínimo curiosos, da enfermeira. Coloquei um pijama comportado, perguntei onde ficava a neonatal… e lá fui eu, desci de escadas para não esperar o elevador… o dia durou a eternidade, não podia mais esperar.

Quando bati os olhos na pequena, ela dormia profundamente, com um tubo e uma sonda dividindo espaço em sua pequena boca . Senti medo… olhei a minha volta, o clima frio, ela ali, só de fralda numa incubadora…

Rayara Lua ficou vinte dias na UTI. O curioso é que nesse período todos os referenciais mudam. Um ml de leite passa a ser uma quantidade enorme, ver que seu bebezinho vai receber um, dois ml a mais de leite é uma alegria. Ganhar 5 gramas no peso é motivo para festejar: “nossa, como ela engordou!”. Essas pequenas coisinhas passaram a ser grandes vitórias. Outra coisa interessante é como os bebês que nascem no tempo certo ficam parecendo “gigantes”, é estranho mas comecei a achar os pequenos bem mais bonitos…. Durante todo o tempo que estive no hospital para estar perto da minha cria, vi bebês chegarem à UTI, bem como acompanhei de perto os três (Karol e Katarine (as gêmeas) e o Daniel )que já estavam lá antes da Rayara. Na UTI neonatal se forma uma aliança entre os pais, nós nos apoiamos, nos preocupamos com todos os bebês que fazem companhia para o nosso, um torce pelo outro. Sem contar a equipe médica e de enfermagem que no fim das contas viram nossa referencia diária. Durante 20 dias vivi no hospital. Chegava de manhã e saía à noite. No período em que estava lá, cantava para ela, fazia-lhe carinho, lia, acalmava seu choro. Sinto-me feliz por ter acompanhado cada passo de sua recuperação, cada grama de peso ganho. Ela ainda era tão pequenininha. As roupinhas de recem-nascido ficavam grandes. Como fiquei muito nervosa, meu leite diminuiu nesse período, sabia da importância do aleitamento e fiquei muito triste e com medo de não poder amamentá-la. Somente com 20 dias de nascida é que teve alta, ou melhor, nós tivemos, pois só me senti saindo do hospital naquele momento. Mãe de prematuro não tem resguardo, não tem tempo para seguir as ordens médicas do pós operatório e ainda deixa na UTI um pedacinho de si todos os dias.

Passado os sustos, posso dizer que a experiência foi gratificante, acreditei na minha filha, na vontade de viver do Daniel, nas gêmeas… Os valores mudaram. Busquei força a cada dia para levantar, para continuar mesmo sozinha ali… Sabia que ela precisava de mim, mesmo exausta eu queria estar ali com ela…

Publicado por: Verena Meneghelli | outubro 25, 2007

A CHEGADA DA RAYARA, MINHA VIDA DE PERNAS PRO AR

dsc00092.jpgDesde cedo sonhava em ser mãe, de uma menina, não poderia ser diferente… escolhi o nome com oito anos, sonhei com a pequena inúmeras vezes mesmo antes de saber que a teria.

Até que no Carnaval passado, mesmo com cuidados para que não acontecesse, o teste deu positivo. No começo uma insegurança enorme tomou conta de mim, mas não demorou muito para que tudo na minha vida se transformasse em amor.

vieram os enjôos, as intermináveis horas de ânsia e vómitos… Foram cinco meses inteiros de caos, nas consultas médicas o que me diziam era que estava tudo ótimo, o bebê estava perfeito, meu peso, minha pressão… Assim que os enjôos passaram, veio a possibilidade de pré-eclampsia… Senti medo, estava sozinha, alias passei toda gravidez lutando contra a solidão, tive medo de morrer, fiz meu marido jurar que se eu morresse ele cuidaria da nossa filha sem entrega-la à educação das avós. Passei dias pesquisando sobre o que era, quais os riscos, estatísticas… quanto mais eu me instruía a respeito da pressão alta na gravidez mais desesperada ficava…

Veio mais um ultrasson, e tudo continuava estável apesar dos riscos, quando entrei no sétimo mês de gravidez, sensível até o último fio de cabelo, me sentindo solitária (acho que os homens precisavam engravidar junto com a gente… barriga crescer, mudanças hormonais… TUDO), decidi que tinha que me preparar para o nascimento da Rayara, e isso incluía trabalhar muito para ter dinheiro suficiente e não depender de ninguém. E foi o que fiz… Chegava em casa em frangalhos, dormia na hora do almoço para conseguir voltar…

Cheguei as 32 semanas de gestação na ultima semana do mês de agosto, e percebi que ali era meu limite… não ia dar pra continuar no mesmo rítimo… mas como trabalho com participação nas vendas, um mês bem trabalhado reflete no seguinte, então era isso, faltavam quase 2 meses para o nascimento da pequena, no ultimo mês eu entraria de licença para poder curtir um pouco a barriga, vivenciar a gravidez… Contrariando a maioria das pessoas, eu não tinha vontade nenhuma que meu estado “gravidício” acabasse, me sentia inteira, bonita, minha barriga era bem redondinha …

Nesta semana, entre o dia 25 e 30, comecei a fazer xixi a cada cinco minutos, liguei para o médico, falei com algumas amigas que já eram mães e todos diziam que era normal, até que na sexta-feira, dia 30 de agosto (32 semanas e 5 dias), após uma discussão em casa, bateu uma tristeza avassaladora, estava cansada… exausta mesmo, não dormi a semana toda por conta do “xixi”, e não conseguia me fazer entender… Levantei do sofá, e pensei “Merda, fiz xixi na calça”, fui ao banheiro, tomei um banho e resolvi dar um pulo na maternidade (que fica há cinco minutos de casa), meu marido me levou… Mas não me trouxe de volta!

Tinha de ficar internada até o nascimento do bebê, repouso mais que absoluto pois a bolsa havia rompido, e a situação era séria… eu estava há 5 dias com a bolsa-rota, aumentando muito os riscos de infecção e sofrimento fetal.

Passei aquele sábado inteiro entre exames e crises compulsivas de choro, bastava estar sozinha naquele quarto de hospital para bater um desespero… mas não entendo o motivo, não consegui expor isso para ninguém… sentia que não podia me mostrar fraca, BESTEIRA!

A noite, fiquei ali, na companhia de dois leitos vazios, de hora em hora as enfermeiras vinham tirar minha pressão, e escutar os batimentos fetais. Até que por volta das duas comecei a sentir cólica, chamei a enfermeira, e ela questionou se eram contrações… tive vontade de rir, pra mim estava claro que não eram… não era nada insuportável, doía, mas nem de longe tinha vontade de gritar, chorar nem tão pouco achei que fosse morrer. Então respondi que achava que não.

Mas na cara das duas enfermeiras… pavor! Liguei na hora para o Guilherme dizendo que não era pra se preocupar, mas para tirar o carro da garagem pois talvez nossa rebenta estivesse para nascer.

Não deu outra as quatro da madrugada, com contrações de três em três minutos, eu discutia com o médico sobre a possibilidade de um parto normal… Foi ele quem riu! Prematuros não devem nascer de parto normal!

As cinco e treze, com contrações quase que ininterruptas e oito dedos de dilatação, minha filha veio ao mundo por um corte aberto à faca… Me deixaram vê-la por menos de dez segundos, tiraram-a de perto de mim… e da-lhe costurar e costurar as mil camadas abertas em meu ventre.

Colocaram-me de frente para um relógio numa sala, só pode ser um sádico a fazê-lo… onde já se viu colocar uma mãe anestesiada, longe da cria para contar os minutos? Até que uma enfermeira carrancuda disse que assim que eu conseguisse mexer as pernas poderia ir para o quarto… nunca fiz tanta força nas pernas, imóveis, só para mostrar que já podia ir… Só não me livrei da coceira que a morfina deixou…

Já no quarto soube que minha filha estava bem apesar de respirar com ajuda de aparelhos e que eu poderia vê-la a noite. De novo estava eu a contar os minutos…

Publicado por: Verena Meneghelli | outubro 11, 2007

Amores

_mg_1062.jpg

Publicado por: Verena Meneghelli | setembro 12, 2007

O dia que planejei morrer

Era tarde da noite, o silencio gritava na janela, a vida suspirava em minha porta…

Era a felicidade na ausência da tristeza, era o mundo retorcido a me driblar.

Vida e morte, e cadê a linha que as separa? Alegria, euforia? Drogas, sanidade, medo, coragem…

A arma apontada para face, a mão tremula e o dedo no gatilho, era a morte!

A vida agora mostrava seu limite, e ele não era belo, e ele não era feio, era simplesmente a morte.

Largo a arma na mesa de cabeceira, caminho até o banheiro, encho a banheira, ponho sais, deixo a espuma se formar… fico nua, o barulho ensurdecedor do silencio continua, entro na banheira, relaxo… não é todo dia que se morre, e é preciso planejar, é preciso preparar tudo…

Fico de molho na água, que borbulha cheirosa e por horas penso na vida, nos meus planos falidos, nos encontros e desencontros que me proporcionei, penso na dor que as pessoas próximas sentirão ao ler meus últimos relatos, então pela primeira vez no dia gargalho ansiosa por deixar um legado…

Saio enrolada em uma toalha branca e felpuda rumo ao quarto, olho a arma a me esperar, penso em que roupa usarei, branco, esta a cor perfeita, me visto.

Olho-me no espelho e penso na manchas de sangue…

Corro para o guarda roupa, olho os pretos, visto um, troco por outro, mais um… outro… nada parece bom o suficiente para um momento tão grandioso, ate que ponho o vestido que usava no meu casamento, e penso nas machas…. acho que cairão bem com a cor e o modelo do vestido, agora é a hora de vestir o sapato. Pronto!!!

Agora já posso morrer.

Escrevo bilhetes emocionados para o marido, filhos, pais e melhores amigos, deixo-os sobre a cama.

Passo a mão no cabelo pela ultima vez, olho-me no espelho pela ultima vez, respiro pelas ultimas vezes.
Pego a arma cromada e bonita, aponto para cabeça, aproximo da orelha direita, o gelado da arma me causa um calafrio, ponho o indicador no gatilho, e ouço uma voz me chamar…

Antes entrem no quarto assustados pelo barulho, jogo-me pela janela do décimo oitavo andar.

Publicado por: Verena Meneghelli | setembro 8, 2007

Rayara Lua – a deusa do Sol e da Luz

1316331705_63d37056e5_o.jpgTão pequena a deusa nasceu…

Com os olhos semi-abertos, chora até que eu a afague, a acalme…

São grandes emoções guardadas em gestos bem pequenos, o primeiro choro, o primeiro cheiro… os primeiros passos que a afastam das maquinas de respirar…

E hoje, o primeiro colo… o primeiro soluço, e até o susto num sonho ruim… tudo tão grandioso!!!

Quase posso senti-la dentro de mim ainda, e me pergunto que amor é este que faz o mundo ficar tão pequeno?

Alguns metros nos separam, talvez mais… pela primeira vez desde que você surgiu dentro de mim… VAZIO!

Agora é respirar, e amanha ir de novo te pegar.

Com amor, com o maior amor do mundo…

Posts mais antigos »

Categorias

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.